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Ano 3 - Edição 833 - Fortaleza - Junho de 2013

terça-feira, 18 de janeiro de 2011


Polícia Rodoviária monta esquema para dar 

     segurança às doações:

Enchentes já deixaram 711 mortos

RIO - Já chegam a 711 o número de mortos em conseqüência das chuvas que devastaram a Região Serrana do Rio. O último levantamento divulgado pela Polícia Civil: Nova Friburgo registra 335 mortes; Teresópolis, 285; Petrópolis, 62; Sumidouro, 22; São José do Vale do Rio Preto, seis; e Bom Jardim, uma. Em 17 municípios ainda é difícil chegar, somente com helicóptero ou carros 4x4.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio de Janeiro montou força-tarefa para dar segurança e agilidade no recebimento e distribuição dos donativos para as vítimas das chuvas das enchentes, que deixaram centenas de mortos e milhares de desabrigados e desalojados.

Os postos da Policia Rodoviária Federal do Rio já receberam 917 litros de água, 768 kg de alimentos, 1.284 kg de roupas e calçados, além de material de higiene e remédios.Um comboio de 27 veículos, escoltados por viaturas da PRF, se deslocou pela BR-040 levando roupas, água e alimentos para serem entregues às populações de São José do Rio Preto, sob orientação da Cruz Vermelha", disse a nota da PRF.

No  balanço divulgado pela Secretaria de Saúde e Defesa Civil é bem menor: 334 mortes foram registradas em Nova Friburgo, 285 em Teresópolis, 62 em Petrópolis e 20 vítimas em Sumidouro. Os números da Secretaria não contabilizam as vítimas em São José do Vale do Rio Preto nem em Bom Jardim.Uma semana após a tragédia, ainda há locais inacessíveis e muitas pessoas soterradas.

-Não dá para calcular quantas pessoas ainda estão soterradas. Baseio-me nos números do IML (Instituto Médico Legal) e do Corpo de Bombeiros, mas ainda tem muita gente soterrada, disse o vice-governador do Estado, Luis Fernando Pezão.

 Teresópolis, Petrópolis e Sumidouro contabilizam 182 pessoas com paradeiro desconhecido.Em Nova Friburgo, onde foram registradas mais mortes, a situação ainda é caótica. Há bairros e localidades sem luz, água e telefone desde a semana passada. Militares ajudaram no resgate de pelo menos sete corpos na localidade de Prainha, distrito de Campo do Coelho, em Nova Friburgo.


Cerca de 1,5 mil homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros do Estado - o equivalente a 10% do efetivo total -, 700 homens das Forças Armadas, mais de 200 da Força Nacional de Segurança e diversos voluntários estão trabalhando na Região Serrana do Rio. Após a tragédia, o governo federal anunciou a implantação de um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais, que deverá estar em funcionamento em até quatro anos



Chuvas em Friburgo: a maior na história da cidade

As chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio na última semana estão entre as mais intensas já registradas na localidade e as de maior índice pluviométrico da história de Nova Friburgo, a cidade mais afetada. Em Petrópolis e Teresópolis, no entanto, o índice ficou abaixo dos recordes anteriores. A informações são da chefe da Seção de Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Rio de Janeiro, Marlene Leal.

Segundo a meteorologista, em razão da intensidade das chuvas e da abrangência das áreas onde elas ocorreram a “catástrofe era inevitável”. “Na proporção e na intensidade com que as chuvas caíram não havia como evitar que uma tragédia acontecesse. Eu confesso que a proporção atingida – em uma área tão extensa, região montanhosa, de vale, aliada àquelas cabeças d'água que se formaram descendo em velocidade montanha abaixo em uma área imensa – me surpreendeu.”

Somente em Nova Friburgo a concentração pluviométrica chegou a 182,8 milímetros em um período de apenas 24 horas. Ela explicou à Agência Brasil que ocorreram três momentos de chuva forte em Friburgo: entre as 4h e as 5h choveu 30 milímetros. Em seguida, houve outra pancada de chuva que concentrou 60 milímetros e, na sequência, mais 18 milímetros.
“E depois a chuva continuou até chegar, em um período de 24 horas, aos 182,6 milímetros de concentração pluviométrica, um recorde – o maior volume pluviométrico da história de Friburgo desde que os registros são feitos. É preciso lembrar, ainda, que já havia ocorrido uma chuva na véspera de mais de 90 milímetros, o que já havia deixado o solo encharcado”, explicou.

De acordo com a meteorologista, o recorde anterior em Nova Friburgo havia sido de 113 milímetros em um período de 24 horas, registrado em 24 de janeiro de 1964. “Acho que a extensão abrangida pela chuva é que foi um dos principais problemas. Por isso, a proporção da catástrofe foi imensa. Dificilmente se poderia evitar o que aconteceu diante da intensidade da chuva. A gente passou o aviso, mas não esperávamos que fosse nas proporções que atingiu.”
A formação do relevo da região também contribuiu para a catástrofe. “O volume pluviométrico altíssimo levou a formação daquelas cabeças d’água. Aliadas à topografia da região e a ocupação desordenada em algumas regiões, e que não é coisa de agora, não haveria nenhum aviso meteorológico ou alerta da Defesa Civil que resolvesse o problema.”

O Inmet, segundo ela, não tem autoridade para divulgar alertas meteorológicos – um papel da Defesa Civil, de acordo com a especialista. Ao Inmet cabe divulgar Aviso Meteorológico Especial com a previsão e as possibilidades de chuva de maior ou menor intensidade.

Garantiu ,ainda, que na tarde do dia 11 o Aviso Meteorológico continha dois informes: um com a possibilidade de chuvas moderadas a forte, atingindo a divisa de Minas Gerais com o Rio de Janeiro, a região serrana, o Vale do Paraíba e a região do litoral sul da Costa Verde. O outro enfocava justamente a possibilidade da ocorrência de um acumulado significativo de chuva. “O que para nós significa um volume pluviométrico acima de 100 milímetros em um determinado período de tempo relativamente curto.”

A meteorologista diz que é preciso lembrar que, no final do ano - quando as pessoas estavam preocupadíssimas com o tempo para a noite do dia 31 – O Inmet alertou a população sobre a preocupação com as chuvas dos primeiros dias do ano. “E elas poderiam cair no litoral sul, na região dos lagos ou na serrana como acabou acontecendo”, disse. “A gente já via claramente a proporção das chuvas que cairiam nos dias que se seguiriam e eu alertei sobre esse risco”, disse. Fonte: JB

CEARÁ MOBILIZADO PARA AJUDAR VÍTIMAS DO RIO

 “Mão Solidária”, a campanha permanente da Defesa Civil do município de Fortaleza, está com edição extra ,para arrecadar donativos que serão enviados às vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro.

A prioridade são alimentos não perecíveis, água potável, leite em pó, material de limpeza em geral e de higiene pessoal.  No âmbito do Estado, o Corpo de Bombeiros Militar do Ceará enviou ao Governo do Rio a relação do efetivo e de equipamentos que podem ser disponibilizados caso seja necessário reforço.

O Capitão Warner Campos, da Assessoria de Imprensa do Corpo de Bombeiros do Ceará, diz que o setor de Busca e Salvamento da corporação está permanentemente preparado para atuar em situações de emergência terrestre, aquática ou aérea. O efetivo, bem como equipamentos, materiais e até cães farejadores foram colocados à disposição do Governo do Rio, mas até esta sexta-feira não foi necessário enviar os reforços. “A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro estão bem estruturados e atendendo as necessidades”, disse.

DOAÇÕES -O Coordenador Geral da Defesa Civil de Fortaleza, Alísio Santiago, diz que as doações podem ser entregues na sede da Defesa Civil municipal na Rua Delmiro de Farias, 1900, no Rodolfo Teófilo e nos postos de coleta montados em unidades da Guarda Municipal e  Defesa Civil  na Praça José de Alencar, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e próximo ao Estoril, na Praia de Iracema. Todos esses funcionando as 24 horas. Também estão recebendo as doações as unidades da Defesa Civil localizadas na Secretarias Executivas Regionais (SERs) de Fortaleza. O atendimento nas Regionais, segundo Alísio, é de segunda a sexta-feira de 8h às 15h. 

Entidades que possam disponibilizar pessoas para colaborarem com a Defesa Civil de Fortaleza como voluntárias podem entrar em contato com Alísio e sua equipe pelos telefones (85) 3066 2300 e 3066 2329. Quem não for integrante de entidade, mas desejar ser voluntário também pode entrar em contato, pessoalmente, com a Defesa Civil para fazer o cadastro. “Vamos precisar de pessoas para separar as doações, embalar e carregar para os caminhões”,disse o Coordenador.Fonte: Agencia da
Boa Notícia)

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